sábado, 25 de abril de 2015

Agricultura e agronomia

Agricultura e agronomia



Roberto Rodrigues


Quando olhamos para os últimos 80 anos da história brasileira, encontramos, na base do nosso progresso, um formidável avanço tecnológico na agronomia. Foi ela que abriu os horizontes de nossa agricultura e, a partir daí, criou o mercado para os produtos industriais e serviços da moderna economia.
Se não fosse a tecnologia agronômica, nossa poderosa indústria citrícola não existiria: os pomares teriam desaparecidos nos anos 40, destruídos pela "tristeza". Os canaviais teriam sido eliminados pelo carvão e pelo mosaico nos anos 50. Os cafezais, nos anos 60, pela ferrugem. Não teríamos o milho híbrido nem o melhoramento do algodão. A soja não progrediria tanto com as novas variedades. Frutas, verduras e flores não teriam se desenvolvido da mesma forma.
Para onde quer que voltemos nossos olhos - grãos, raízes, fibras, frutas, legumes, pastagens, florestas - encontramos o testemunho formidável do trabalho dos engenheiros agrônomos, estes heróis que, somando sua luta à dos agricultores brasileiros, construíram o Brasil, hectare por hectare, semente por semente, décadas e décadas de anônima dedicação.
Só por isto, por seu esforço nas áreas de pesquisa, ensino, extensão, produção, deveriam ser respeitados, admirados e decantados pela sociedade urbano-industrial de hoje. Mas não o são. Já foram, em passado recente, quando, nas cidades do interior, o agrônomo era tão importante quanto o juiz, o promotor, ou o presidente da Câmara Municipal. Por que isto mudou? O que mudou? Por que perderam valor perante os olhos dos cidadãos urbanos? E, mais ainda, o que fazer para resgatar esta verdade? Esta justiça?
Afinal, os agronegócios representam 21% do PIB nacional, ou 25% do total de produção do país. Empregam 37% dos trabalhadores brasileiros e correspondem a 40% das nossas exportações, sendo o único grande setor superavitário da balança comercial. São, portanto, o maior negócio do país. E têm a maior importância social, pela geração de empregos.
No entanto, falta o proporcional peso na política: o agronegócio perdeu poder político, apesar de as lutas de alguns parlamentares que representam com dignidade o setor no Congresso Nacional. A agricultura perdeu poder político. Os agricultores perderam espaço, superados que foram por outros setores mais ágeis e melhor organizados. Daí a diminuição da importância social do agricultor e do técnico do setor. Eles são os condutores deste segmento politicamente decadente, apesar de a força social e econômica que detêm. Portanto, só a valorização do setor rural poderá catapultá-los para o espaço a que fazem jus, e ao qual têm pleno e legítimo direito.
Para encaminhar esta questão, é preciso compreender o que vem acontecendo: o dia em que caiu o Muro de Berlim representou uma data emblemática para a humanidade. É possível dizer que não houve um único cidadão do planeta que tenha escapado das conseqüências daquela efeméride. Longe da realidade está quem imagina que ali só se desvaneciam os sonhos utópicos do comunismo. Ou que estava proclamada a vitória do capitalismo. Longe, muito longe, disso.
Naquela data, dois veteranos conhecidos do homem se uniram em um matrimônio assustador: a globalização, velha senhora que vinha operando desde os vikings, com o liberalismo, ancião que já assombrara a Europa em outras eras. E esta veterana dupla pariu duas bestas apocalípticas que passaram a galopar sem bridão pelo mundo afora, destruindo esperanças, destroçando instituições e estruturas consolidadas e apeando governos das mais diversas colorações: a concentração de riqueza e a exclusão social, gêmeas e inseparáveis irmãs, que chegam ao início do terceiro milênio como a maior ameaça às democracias.
A agricultura brasileira não escapou da sanha de ambas, porque as conheceu juntamente com outras duas mudanças que ocorreram intramuros: a estabilização da moeda e a falência das políticas públicas para o campo, tudo no começo dos anos 90.
Esta louca mudança de cenários em curto espaço de tempo (de um país fechado com alta inflação e governo intervencionista, para um país "arrombado" comercialmente, com inflação civilizada e Estado falido) levou o setor rural a sofrer uma perda de renda insuportável. No gráfico 1, preparado a partir de dados da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, é mostrado com clareza que entre 1980 e 2000, embora a área plantada no país não tenha crescido, os agricultores incorporaram tecnologia, aumentaram a produtividade por área e levaram a produção física a um incremento de 40%. No entanto, o valor desta produção assim acrescida, caiu, no mesmo período, outros 40%.


O agronegócio no Brasil



A agropecuária brasileira é um bem gigantesco, um campo cheio de oportunidades de investimento e desenvolvimento.
O Agronegócio no Brasil tem uma expressiva participação na economia do país e representa aproximadamente 22,15% do PIB em 2012. Atualmente o país ocupa notável posição mundial na produção agroindustrial.

Características e Diversidades

O Brasil é um país com vocação natural para o agronegócio devido às suas características e diversidades, principalmente encontradas no clima favorável, no solo, na água, no relevo e na luminosidade.
Com seus 8,5 milhões de km o Brasil é o país mais extenso da América do Sul e o quinto do mundo com potencial de expansão de sua capacidade agrícola sem necessidade de agredir o meio ambiente.

  • O Agronegócio é atividade de capital intensivo.
  • Exige máquinas e equipamentos;
  • Insumos caros e sofisticados;
  • Crescente emprego de tecnologia (agricultura precisão);

Condições favoráveis para o Agronegócio no Brasil
.
  • Disponibilidade de terras agricultáveis 
    (atualmente apenas 7,3 % da área total é utilizada)
  • Abundância de água
  • Tecnologia de ponta
  • Luminosidade
  • Clima favorável
  • Solo





Desafios a serem vencidos 


  • Infraestrutura e logística
  • Legislação tributária complexa
  • Recursos financeiros inadequados
  • Gestão empresarial
  • Mão de obra
  • Concentração em grandes empresas

A Importância do Agronegócio no Brasil:

  • Grande participação no Produto Interno Bruto
  • Cria aproximadamente 37% de todos os empregos do país
  • Responde por aproximadamente 39% das exportações
  • Saldo comercial de aproximadamente 79 bilhões de dólares em 2012
  • Aproximadamente 30% das terras brasileiras são utilizadas para agropecuária
  • Aproximadamente 61% do território ainda é coberto por matas originais






Nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos cresceu 37% e produção, mais de 176%.


Fonte: www.ecoagro.agr. br

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Agronomia profissão do presente e do futuro

Agronomia profissão do presente e do futuro


Profissão: O engenheiro agrônomo é o profissional que planeja, supervisiona a aplicação de princípios e processos básicos na produção agrícola, combinando conhecimentos de biologia, química e física,aos estudos específicos sobre o solo, clima, culturas e rebanhos, envolvendo um campo bem diversificado.Duração do curso de 5 anos.

Considerando hoje o avanço do agronegócio, o agrônomo tem condições de trabalhar em diversas áreas. O curso de agronomia é uma das profissões que tem maior dimensão social.










O conhecimento de economia rural, raciocínio espacial( espaço agrícolas), trabalho em equipe, habilidades com cálculos matemáticos, domínio de técnicas de aplicação, aplicadas à agricultura.
Mercado de trabalho
Fazenda agrícolas,empresas de gêneros agrícolas, indústrias de insumos, pesquisa, assessoria rural, cooperativas agrícolas.
Especializações:
Zootecnia, silvicultura, engenharia rural, engenharia florestal,tecnologias de alimentos, agrobusiness.
Salário médio inicial:
De R$ 3.900,00 a R$ 4.900,00
 FONTE: http:// www.algosobre.com.br/ guia-de-produção


quarta-feira, 22 de abril de 2015

O que é o Distrito Agropecuário da Suframa - DAS?

O que é o Distrito Agropecuário da Suframa - DAS?

Este artigo foi reproduzido do blog da Baladeira, com o objetivo de informar aos estudantes de 
Agronomia e ao publico em geral, da existência de um Distrito Agropecuário em nosso Estado tão antigo e importante quanto o Distrito Industrial, para o desenvolvimento do Estado do Amazonas mas que nunca recebeu das autoridades competentes a mesma atenção que o D.I, 
por estas e outras e que a população da cidade de Manaus Importa quase tudo que consome dos Estados de Roraima e Rondônia, até quando? 

O Distrito Agropecuário da Suframa (DAS) já existe há mais de três décadas. Surgiu pouco depois do Distrito Industrial de Manaus (DI), com o objetivo de atender ao que estabelece o art. 1º do Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro de 1967. Faz parte da idéia e do sonho antigo de se criar no interior da Amazônia, um centro industrial, comercial e agropecuário, dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento.
Apesar de já existir há mais de 40 anos, pouca gente sabe direito do que se trata o DAS. É uma área de terra, doada à Suframa pelo Governo do Estado do Amazonas, em 1969, com aproximadamente 589 mil hectares. A sua localização abrange os municípios de Manaus e Rio Preto da Eva, fazendo limites, ao norte, com as terras do município de Presidente Figueiredo. A BR-174, que liga Manaus a Presidente Figueiredo, corta as terras do DAS entre os quilômetros 30 e 96. Significa dizer que entre o km (30) e o km (90) da BR-174, as terras existentes ao lado direito e esquerdo da rodovia pertencem ao Distrito Agropecuário. São terras sob o domínio da Suframa, algumas delas já com título definitivo outorgado a terceiros (pessoas físicas e/ou jurídicas), por haverem cumprido seus respectivos projetos.
Pouco divulgado ao longo do tempo, em parte por conta dos percalços e do insucesso da heveicultura (cultivo da seringueira), o DAS poderia ter alcançado a mesma importância e a mesma pujança do vitorioso Distrito Industrial (DI). Quanto a essa questão, escreveremos com mais calma e detalhes numa outra ocasião.
E quais teriam sido os motivos que levaram à criação do Distrito Agropecuário? Bem, levando em consideração que no Amazonas não existia uma tradição agrícola, a idéia da criação teve como objetivos primordiais: servir de modelo de ocupação de terras na Amazônia; criar uma tradição agrícola na região; aumentar a oferta de alimentos; reduzir a importação de alimentos de outras partes; gerar excedentes e produtos exportáveis; e satisfazer a demanda de terras para a implementação de projetos de interesse da região. Importante destacar que, a partir da segunda metade da década de 70, quando se iniciaram os projetos no DAS, e até bem pouco tempo atrás, o Amazonas importava praticamente tudo, inclusive cebolinha e cheiro verde do Nordeste (para citar só dois exemplos de produtos básicos) que, pasmem, vinham de avião para consumo em Manaus.
A malha viária do DAS está representada por 39 estradas vicinais e 02 rodovias. Juntas somam aproximadamente 644 km de extensão. O acesso ao DAS pode ser feito tanto pela AM-010, como pela BR-174. Atualmente, a ocupação das terras do DAS é feita por meio de pequenos lotes, que variam de 25 a 50 hectares, priorizando a chamada agricultura familiar, com a exploração de atividades diversas, onde se destacam a fruticultura regional, a piscicultura, culturas de ciclo curto e a criação de animais de pequeno porte.

No Distrito Agropecuário da Suframa existem hoje, implantados e produzindo para o abastecimento do mercado local, importantes projetos na área de fruticultura (laranja, em particular na região de Rio Preto da Eva), piscicultura em tanques escavados, avicultura (destaque para a produção de ovos) e de hortaliças. Esses produtos são encontrados e comercializados em vários pontos comerciais de Manaus, inclusive supermercados de grande porte.
 Autor: Emmanuel de Aguiar

Falta terra para os agricultores cultivarem

Falta terra para os agricultores cultivarem


A ideia de que a terra está ao abandono não corresponde à verdade, disse à o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, João Machado, assegurando que é difícil encontrar bons terrenos agrícolas.


Segundo o último inquérito do Instituto Nacional de Estatística (INE) à estrutura das explorações agrícolas, relativo ao ano de 2013, a Superfície Agrícola Não Utilizada (SANU) diminuiu cerca de 20% relativamente a 2009, apresentando o valor mais baixo desde que há registos estatísticos (pouco mais de 100 mil hectares) ".
João Machado defende que é possível crescer mais, mas não em tudo: "Não podemos ser competitivos em tudo. Temos de definir muito bem aquilo que queremos em termos de produtos e tentar fazer vingar os nossos produtos nesses mercados pela sua diferença e pela sua qualidade".
Também fundamental é desenvolver as áreas de comercialização e 'marketing', acrescentou.
A bolsa de terras "é um bom veículo" para ajudar na instalação de novos agricultores, mas falta "um longo caminho" para que seja mais útil, segundo o presidente da CAP.
"Estamos numa fase embrionária ainda. Falta habituação [para as pessoas] porem lá as terras e irem lá à procura das terras", afirmou o mesmo responsável, adiantando que a bolsa deve ser acompanhada com incentivos fiscais.

Fonte: JN Economia.

10 plantas para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados .

10 plantas para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados 


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a poluição do ar pode provocar doenças sérias ao ser humano – inclusive levando a morte. Os fatores que mais contribuem para isso costumam vir de fora, como automóveis e indústrias, mas ambientes fechados também podem causar mal à saúde. Contra isso, o presidente do Conselho Regional de Biologia de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul afirma que, com as plantas certas, é possível reduzir a ação dos poluentes e deixar o ar mais puro.
Para Luiz Eloy Pereira, estudos desenvolvidos nos últimos anos indicam que há dez espécies vegetais capazes de fazer a diferença na vida cotidiana das pessoas que vivem em ambientes muito fechados. “São plantas de fácil cuidado, de manutenção simples, e não são difíceis de encontrá-las. Além dos benefícios que elas trazem para oambiente, por ajudar a manter o ar mais puro, também darão mais beleza ao espaço”, diz o biólogo.


Confira as espécies recomendadas pelo Conselho Regional de Biologia:

- Aloe Vera ou Babosa
Ótimas filtradoras de ar; podem apresentar manchas marrons quando absorvem grande quantidade de substânciastóxicas.

- Areca Bambu
A espécie se destaca pela alta ação umidificadora do ar e na eliminação de toxinas derivadas do metanol e de solventes orgânicos.

- Azaleia
Além das lindas flores, a Azaleia ajuda a remover do ar substâncias químicas presentes em móveis de madeira prensada.

- Crisântemo
O crisântemo consegue filtrar o benzeno, substância comum no fumo de tabaco capaz de causar sérios problemas sanguíneos.

- Espada de São Jorge
Além de absorver certas toxinas do ar, a Espada de São Jorge converte gás carbônico em oxigênio – que pode garantir um sono ainda mais tranquilo durante a noite.

- Ficus
A Ficus age contra poluentes como formaldeídos, tricloroetilenos e benzenos - comuns em carpetestapetes e mobiliários em geral.

- Gerbera
A Gerbera é indicada para eliminar resíduos de cigarros, charutos e cachimbos. Também converte gás carbônico em oxigênio durante a noite.

- Jiboia
Age especialmente contra o formaldeído, substância que pode causar dificuldade respiratória, enfisema e irritação nos olhos.

- Lírio da Paz
Por ser considerado um dos maiores purificadores naturais do ar, o Lírio da Paz ajuda a diminuir o nível de toxinas do ar.

- Samambaia Boston
A Samambaia é uma espécie que atua contra poluentes do ar e também auxilia a umidificar o ambiente.
fonte: Globo Rural.