domingo, 12 de julho de 2015



                             A INFORMATICA  NA AGROPECUÁRIA E AGRICULTURA
01/03/2012 10:29Pesquisa

Embrapa orienta a gestão e a irrigação do solo com software

Tecnologia desenvolvida pela empresa auxilia usuários na classificação dos solos e melhores tipos de irrigação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade Solos, lançou nesta semana, a segunda versão do Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação (SiBCTI). O software orienta agricultores, gestores da área agrícola, professores e estudantes na classificação dos solos e melhores tipos de irrigação para uma área específica, com informações totalmente adaptadas ao solo brasileiro. Além da versão eletrônica, as informações também estão disponíveis na versão impressa.  
“Antes do sistema não havia uma forma precisa do governo adotar políticas de irrigação, sobretudo na região Nordeste, onde uma distribuição inadequada de água é capaz de tornar toda a área desértica, com o solo absolutamente salgado”, explica o pesquisador da Embrapa Solos, Fernando Cézar Amaral. O pesquisador cita o exemplo de Petrolina, em Pernambuco, que apresenta a maior área irrigável do Brasil. Apesar dessa condição, pelo sistema americano, que era o único disponível até então, a região não era considerada própria para irrigação, por apresentar solo arenoso.
O Sistema está dividido em dois: a parte teórica, publicada em livro (já disponível para download no site da Embrapa Solos - www.cnps.embrapa.br) e o software, responsável pelo cruzamento de dados e indicações do melhor tipo de irrigação, que ficará disponível até março.
Avaliando o ambiente para irrigação, cruzando informações do solo, da água, da planta e do sistema de irrigação escolhidos, o sistema foi estruturado para atender aos diversos níveis tecnológicos e de manejo praticados, principalmente na região de solo semi-árido. Desenvolvido em uma linguagem simplificada, possui vários graus de ajuda, possibilitando sua utilização mesmo que o usuário não seja um especialista. O Sistema, fruto da parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), é voltado para gestores da área agrícola, professores, consultores e estudantes.
Artigo: extraido da pagina da Embrapa Solos

AGMota em 12062015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pesquisa com uso de bactérias pode produzir energia elétrica limpa


Estudo da Univasf em parceria com o instituto de tecnologia, nos EUA.
Ideia é que através da multiplicação das bactérias seja obtida energia.



Uma pesquisa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, está viabilizando a produção de energia elétrica limpa através de bactérias. Em aproximadamente dez anos, a iniciativa pode ser utilizada pela agroindústria e até para o tratamento de lagoas de estabilização.
As pesquisas são realizadas no laboratório de microbiologia da Univasf, na Zona Rural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. As bactérias são tiradas do solo e da água e cultivadas. Elas passam por um processo de purificação e ficam prontas para produzir energia.
O microbiologista e professor de Zootecnia da Univasf, Mateus Matiuzzi, explica que a ideia é que através da multiplicação das bactérias seja obtida energia elétrica limpa. “Queremos a multiplicação dessas bactérias e microrganismos que naturalmente trabalham para produção de vinhos, de etanol e para degradação de resíduos e de dejetos nas lagoas de estabilização, e que com isso a gente consiga produzir energia para fornecimento para a própria indústria, para a cidade, dependendo da escala que na qual esse processo venha a ser utilizado no futuro”.
Pesquisa promete viabilizar a produção de energia elétrica limpa (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)Pesquisa promete viabilizar a produção de
energia elétrica limpa
(Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)
O estudo faz parte do projeto de doutorado da engenheira de produção, Ariadne Oliveira. “Esse projeto surgiu da necessidade atual que nós temos de novas formas de energia renováveis e também de gerar água limpa, que é o nosso problema mundial. A partir de produtos e dejetos, de esgotos de residências, nós podemos gerar energia e produzir água potável neste processo”, conta.
Depois de cultivadas e esterilizadas, as bactérias são levadas para o laboratório Leimo em Juazeiro, na Bahia. O engenheiro eletrônico, doutor em física e coordenador da pesquisa, Helinando Oliveira, revela que o processo é semelhante ao princípio básico de uma bateria. “Você tem cátodo e ânodo, basicamente energia gerada entre os dois lados. Um dos lados tem o meio contaminado com a bactéria e no outro, água limpa. A ideia é que se estabeleça um forma de se formar energia”, esclarece.
A previsão é de que a primeira fase da pesquisa termine no final de 2015. Os pesquisadores estão otimistas e esperam que a tecnologia possa produzir energia limpa em larga escala nos próximos dez anos. “Acredito que nesse período seja possível otimizar esse processo. E estamos analisando vários parâmetros. Nós poderemos a partir deste período, temos uma geração de energia que possa ser utilizada em larga escala”, afirma Oliveira.

Fonte: G1

sábado, 2 de maio de 2015


Abelhas de aluguel garantem produção de frutas no País


Da Folhapress
Cada colmeia chega a custar R$ 60 / Foto: Free Images
Cada colmeia chega a custar R$ 60Foto: Free Images
Com a população de abelhas em queda em todo o mundo, o aluguel de colmeias virou uma saída para produtores de fruta brasileiros. Isso porque sem os insetos não há polinização, e sem polinização as flores não dão frutos.
Cada colmeia chega a custar R$ 60, e grandes pomares exigem até 2.000 unidades. Uma única colmeia pode abrigar 120 mil abelhas, resultando em um exército de milhões de operárias em campo na época da floração.
Em Mossoró (RN), a produção de melão depende das abelhas de aluguel. Com elas, a produtividade das lavouras aumentou 30%, segundo Lecy Carlos Gadêlha, gestor do projeto Apicultura Potiguar, do Sebrae no Estado do RN.
"Todos os produtores adotam essa prática [alugar colmeias]. Embora 40% deles tenham apiários próprios, a maioria depende do aluguel."
No Estado, as lavouras de melancia também são polinizadas por abelhas de aluguel.
No Sul, os pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) introduziram seis colmeias por hectare de pomar de maçã tipo fuji, em Bom Retiro (a 95 km de Florianópolis), onde antes havia três. Com isso, a produção aumentou 20%.
Segundo o professor titular de agronomia da UFSC Afonso Orth, os produtores investiram R$ 180 a mais por hectare. "E o resultado foi 6.000 quilos extras de fruta."
Orth diz que toda a produção de peras de Santa Catarina se beneficia do trabalho das abelhas alugadas -hoje, 90% das frutas comercializadas são importadas.
Para o biólogo da USP Lionel Gonçalves, no entanto, o empréstimo de colmeias não tem futuro porque muitas unidades são desfalcadas e até eliminadas após o trabalho devido aos agrotóxicos.
Segundo ele, os Estados Unidos, onde a prática é bem mais disseminada, também enfrentam o problema.
No aplicativo Bee Alert, que Gonçalves desenvolveu para apicultores registrarem o desaparecimento de colmeias, há 103 ocorrências em 13 Estados, com 12 mil colônias e cerca de 700 milhões de abelhas eliminadas.
Dono de um apiário em São Gabriel -interior do RS-, Santos teve um prejuízo de R$ 150 mil nos últimos cinco anos. Em 2014, perdeu todas as suas colmeias por intoxicação na lavoura de laranja.
Na lista de espécies em extinção do Ministério do Meio Ambiente, atualizada em 2014, cinco tipos de abelha estão listados. "É um problema sério, porque 70% de tudo o que comemos depende das abelhas", diz Gonçalves.
Fonte:http://noticias.ne10.uol.com.br/ciencia-e-vida/noticia/2015/05/02/abelhas-de-aluguel-garantem-producao-de-frutas-no-pais-


O profissional de ciências agrárias no contexto rural


 Mario Hamilton Villela*


É do Profissional de Ciências Agrárias, um dos principais formadores e executores das políticas de desenvolvimento rural, que se pode esperar um importante aporte à solução dos problemas rurais. É imprescindível que esse profissional tenha uma profunda vivência do meio rural para conhecer as causas reais dos problemas e aplicar soluções que sejam compatíveis com os recursos disponíveis pelos produtores. 

Para tal é preciso que o profissional tenha uma ampla visão do contexto em que está inserido e conheça as várias realidades existentes no país. Só assim poderá atuar de uma forma a contribuir efetivamente com o desenvolvimento da sociedade. Só a teoria, sem a vivência, não constrói o profissional demandado pelo mercado notadamente globalizado. O mercado é o todo e não a região de cada um. O profissional deve conhecer o contexto agrícola e agrário das várias regiões e se preparar melhor para enfrentar o mercado.

Então, uma grande missão está reservada às Faculdades de Ciências Agrárias em suas respectivas áreas de atuação e abrangência: a de dialogar com o setor público e privado, mostrando, de uma forma convincente, a importância que representam os profissionais em questão para o desenvolvimento do setor primário e para o crescimento da riqueza nacional. Só será possível expandir e racionalizar o processo produtivo pela participação efetiva de pessoal qualificado, passando para o campo da aplicação prática os programas elaborados. 

O ensino de Ciências Agrárias tem boa qualidade no Brasil, embora ainda existam muitos desafios e ajustes para permitir profissionais mais qualificados. Os nossos cursos têm que formarem profissionais mais éticos e com uma visão humanística da profissão, sem descuidar dos aspectos técnicos. Só assim vamos conseguir que os nossos profissionais cumpram o seu verdadeiro papel social.

Inúmeras potencialidades deverão ser melhor aproveitadas com a ação do profissional de Ciências Agrárias, tais como: manejo mais racional do solo, utilização mais intensa da adubação orgânica, melhoria das pastagens nativas, melhoramento genético animal e vegetal e controle biológico.

Junto com a modernização tecnológica do setor produtivo, dever-se-á desenvolver o comportamento cultural do pequeno produtor, procurando, sempre, ao despertar potencialidades, fazê-lo em sua plenitude, isto é, lembrando que o agente do processo produtivo é o homem. Deve-se, portanto, ter sempre em mete que mais importante que os problemas de adequação tecnológica ou econômica são os de ordem social, e que os fenômenos ou processo econômicos são decorrência dos aspectos de desenvolvimento social.

Adotar políticas de ação conjunta que tenham como meta desenvolver as potencialidades agrícolas, elevando sim a renda líquida do produtor, mas, sobretudo, cuidando para que se obtenha, paralelamente, o crescimento cultural e o melhor bem-estar da família rural.

Esse profissional tem que saber usar os seus conhecimentos técnico-científicos na busca do desenvolver potencialidades, visando uma agricultura mais intensiva, com a utilização mais racional do uso do solo e dos recursos naturais, em geral, sem agredir o meio ambiente, tendo sempre em mente que a maior potencialidade a ser desenvolvida é o próprio agricultor.

domingo, 26 de abril de 2015

Cultivo e Uso do Cubio

Cultivo e Uso do Cubiu
Características gerais
O cubiu (Solanum sessiliflorum) é um fruto bastante nutritivo de sabor e aroma agradáveis. Na Amazônia, o cubiu é usado pelas populações tradicionais como alimento, medicamento e cosmético.
O fruto do cubiu pode ser consumido ao natural, ou principalmete como tira gosto de bebidas, ou processado para sucos, doces, geléias e compotas. Pode ainda ser utilizado em caldeirada de peixe ou como tempero de pratos à base de carne e frango. O cubiu pode também ser utilizado no tratamento da anemia, da pelagra e no controle dos níveis elevados de colesterol, ácido úrico e glicose no sangue. Os índios peruanos Waonrani utilizam as folhas, galhos e raízes das plantas jovens, fervidas e maceradas, para tratar de mordidas de aranhas e cicatrizar ferimentos externos. O suco do cubiu pode ser utilizado para dar brilho aos cabelos.
O cubiu é popularmente conhecido como topiro e tupiro no Perú, cocona na Colômbia, Peru e Venezuela, tomate de índio no Estado de Pernambuco, orinoco apple e peach tomato nos países de língua inglesa. É originário da Amazônia Ocidental, onde foi domesticado pelos Índios pré-colombianos, e ocorre em toda a Amazônia brasileira, peruana, colombiana e venezuelana.
A planta pode produzir de 30 a 100 toneladas de frutos por hectare. Em testes de processamento, observou-se que 10 quilos de frutos podem ser transformados em aproximadamente 3 quilos de doce e 1,5 quilo de geléia ou 7,5 litros de suco puro. Portanto, uma plantação com um rendimento de 70 toneladas por hectare poderá render 21 toneladas de doce e 10,5 toneladas de geléia ou 52.000 litros de suco por hectare.
O cubiu é um arbusto ereto e ramificado de ciclo anual, com altura variando de 80 centímetros a 2 metros.
Exigências de clima e solo
O cubiu é uma planta que cresce bem em regiões de clima quente e úmido com temperatura média entre 18 e 30ºC e umidade relativa de 85% no decorrer do ano. Apesar de ser uma espécie que necessita de luz, pode crescer na sombra, mas, nesta condição, a produção de frutos é reduzida.
O cubiu está adaptado tanto a solos ácidos de baixa fertilidades, quanto a solos neutros e alcalinos de boa fertilidade, com textura desde argilosa até arenosa. Esta espécie pode ser cultivada desde regiões ao nível do mar, até 1.500 metros de altitude.

Composição média por 100 gr. de polpa de cubiu: 
Componente
Quantidade
Unidade
Água
88,50
gramas
Proteína
0,90
gramas
Fibra
9,20
gramas
Cinzas
0,70
gramas
Cálcio
16,0
miligramas
Fósforo
30,00
miligramas
Ferro
1,50
miligramas
Caroteno
0,18
miligramas
Tiamina
0,06
miligramas
Riboflavina
0,10
miligramas
Niacina
2,25
miligramas
Ácido ascorbico
4,50
miligramas
Valor energético
41,00
calorias



Propagação e cultivo 
O cubiu é propagado exclusivamente por sementes. A semeadura pode ser feita em qualquer época do ano em copos e sacos plásticos ou de papel, em bandejas de isopor ou em canteiros comuns com 1,0 metro de largura por 10 centimetros de altura. O comprimento dever ser compatível com a quantidade de mudas que o agricultor deseja cultivar. Com 30 gramas de sementes viáveis é possível produzir 10.000 mudas suficientes para cultivar uma área de um hectare, adotando espaçamento de 1,00 x 1,00 metro. Se a semeadura for feita em copos, sacos ou bandejas, é aconselhável fazer o desbaste, deixando a planta mais vigorosa.
O substrato para enchimento dos recipientes que irão receber as sementes deve conter partes iguais de solos arenoso e argiloso e esterco (1/3+1/3+1/3). Em condições favoráveis de temperatura e umidade, as sementes iniciam a germinação a partir do sétimo dia após a semeadura.
O plantio definitivo pode ser feito entre 45 e 60 dias após a semeadura, fase em que as plantas apresentam três a quatro folhas definitivas.
As covas devem ser abertas com o tamanho mínimo de 20 centímentros de largura por 20 centímetros de comprimento e 20 centímetro de altura. Se o solo for propenso ao encharcamento, é recomendável abrí-las sobre leiras de 20 centímetros de altura.
O cubiu pode crescer sem o uso de fertilizantes, mas neste caso, a produção de frutos é muito baixa. O maior rendimento alcançado nos experimentos realizados por pesquisadores do INPA foi utilizando os seguintes adubos e doses por planta no ato do plantio:
  • 1 quilo de matéria orgânica (esterco curtido ou qualquer composto orgânico);
  • ramas de superfosfato triplo;
  • 50 gramas de cloreto de potássio;
  • 10 gramas de uréia.
Aos quinze dias após o transplante, é recomendável aplicar 10 gramas de uréia por planta em cobertura e repetir a dosagem mensalmente, até o início da colheita.
Na época seca, recomenda-se irrigar o plantio e utilizar a cobertura morta, a qual consiste na colocação, em torno da planta, de palha, capim, casca de arroz ou resíduos de serraria. A cobertura morta evita o aquecimento do solo e permite a conservação de sua umidade por um perído de tempo mais prolongado.
Pragas e doenças
Pragas
Na Amazônia, a presença de numerosas espécies da família Solanaceae, espontâneas e vizinhas às áreas onde o cubiu é cultivado, constitui uma fonte de infestação. As pragas mais frequentes são as vaquinhas, ácaros e pulgões.
O controle pode ser feito, respectivamente, por meio de pulverizações com os seguintes agrotóxicos: Azimphos Ethil (Guzathion 400), Dicofol (Kelthane 185E) e Methamidophos (Tamarom 600 E), nas proporções indicadas pelo fabricante.
Doenças
Na fase de sementeira, a doença mais comum é a 'mela.' Esta moléstia é causada por fungos conhecidos como Pythium sp. e Rhizoctonia solani. Geralmente, isso ocorre quando o solo utililizado na sementeira está contaminado e um grande número de plantas muito novas ficam confinadas num espaço muito pequeno.
Os métodos simples para evitar que organismos patogênicos ataquem as plantas de cubiu na fase de sementeira são os seguintes:
  1. tratamento do solo por meio de solarização (consiste em cobrir o solo com plástico transparente e deixar pelo menos 30 dias exposto ao sol); 
  2. regar o solo com uma solução de água sanitária (hipoclorito de sódio), numa proporção de 2,5 litros por 7,5 litros d'água; 
  3. utilizar solos de florestas virgens.
No campo foi constatado murchamento de plantas com presença do fungo Sclerotium rolfsii. Entretanto, na mesma área foram encontradas plantas não atacadas, sem sintomas de murchamento, indicando variabilidade genética para resistência a esse organismo.
Como medida de controle preventivo, recomenda-se a prática de rotação de culturas, a queima e a aplicação por meio de pulverizações, de Benomyl (Benlate 500), em forma de solução (30 gramas do pó molhável por 20 litros d'água) na região do colo da planta, uma vez ao mês.
Colheita

A colheita começa aproximadamente aos sete meses após a semeadura. Os frutos são considerados maduros quando apresentam a coloração amarela. São muito resistentes ao transporte e podem ficar armazenados em geladeiras, mantendo a sua conservação por um período de tempo muito prolongado. Em caso da inexistência de locais adequados para armazená-los, recomenda-se deixá-los, em locais frescos e bem arejados.
Comercialização
Geralmente, a comercialização do cubiu é feita em pequena escala por produtores rurais nas feiras e mercados das cidades interioranas.
Alguns agricultores, no entanto, estão cultivando áreas superiores a dois hectares e os frutos estão sendo comprados e utilizados pelos japoneses para extração de pectina, que é uma substância adicionada no processamento de outras frutas para dar o "ponto de geléia".
O cubiu apresenta potencialidades para a agricultura moderna, dadas a sua rusticidade, boa capacidade de produção e a possibilidade do aproveitamento dos frutos de mútiplas formas.

Com a seleção e melhoramento do material para ser cultivado na Amazônia, a população de baixa renda regional poderá contar, a curto prazo, com a melhoria da sua dieta alimentar. A médio e longo prazos, é possível que o aumento das áreas cultivadas estimulem os agricultores a aproveitarem a matéria-prima para desenvolver a indústria caseira a nível agroindustrial.

Fruto Amazônico Pesquisado a mais de quinze anos pelo INPA que apresenta os resultados dessa pesquisa em um livro "Cubio o Livro".

Ramos da agronomia




Ramos da agronomia:


Agroindústria : Beneficiamento, acondicionamento e conservação dos produtos, além da coordenação de pesquisas, criação de adubos, agrotóxicos e rações, além de orientação para fabricação de máquinas.

Agrometeorologia : Análise de dados meteorológicos e organização dos procedimentos adequados a cada cultura.

Economia Agrícola: Assessoria ou gerenciamento de empresas rurais, além da possibilidade de atuação em bancos e instituições ligadas ao crédito rural.

Engenharia Rural: Produção de sistemas de drenagem e irrigação, além de supervisionar obras como nivelamento do solo.

Entomologia: Pesquisa sobre insetos, fungos e bactérias para o combate de pragas.

Fitotecnia: Controle do uso de sementes, adubos e agrotóxicos; acompanhamento do plantio e da colheita para correção de solos.

Manejo Ambiental: Exploração de recursos naturais, visando a preservação do ecossistema.

Melhoramento Animal ou Vegetal - Pesquisas no campo da biotecnologia e de engenharia genética para criação de espécies mais produtivas e resistentes.

Solos - Análise e tratamento do solo, utilizando matéria orgânica, fertilizantes e corretivos para preservação das qualidades físicas, químicas e biológicas da terra, além de sua fertilidade.

Topografia: Planejamento de propriedades rurais, coordenação de terrenos, definição de seus limites e de áreas para obras de infra-estrutura.

Zootecnia: Avaliação e adaptação dos animais ao meio ambiente; alimentação, saúde e reprodução de rebanhos.

Fonte:http://www.portaleducacao.com.br

Transgênicos : problema ou solução ?



Os transgênicos, ou organismos geneticamente modificados, são produtos de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza, como, por exemplo, arroz com bactéria.
Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo (a engenharia genética), fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mesmo sementes que produzem plantas inseticidas. As empresas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: riscos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos.
O modelo agrícola baseado na utilização de sementes transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O aumento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca em cheque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversidade agrícola.
Diante da crise climática em que vivemos, a preservação da biodiversidade funciona como um seguro, uma garantia de que teremos opções viáveis de produção de alimentos no futuro e estaremos prontos para os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura,
Nesse cenário, os transgênicos representam um duplo risco. Primeiro por serem resistentes a agrotóxicos, ou possuírem propriedades inseticidas, o uso contínuo de sementes transgênicas leva à resistência de ervas daninhas e insetos, o que por sua vez leva o agricultor a aumentar a dose de agrotóxicos ano a ano. Não por acaso o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxicos em 2008 – depois de cerca de dez anos de plantio de transgênicos – sendo mais da metade deles destinados à soja, primeira lavoura transgênica a ser inserida no País.
Além disso, o uso de transgênicos representa um alto risco de perda de biodiversidade, tanto pelo aumento no uso de agroquímicos (que tem efeitos sobre a vida no solo e ao redor das lavouras), quanto pela contaminação de sementes naturais por transgênicas. Neste caso, um bom exemplo de alimento importante, que hoje se encontra em ameaça, é o nosso bom e tradicional arroz.
A diversidade do arroz brasileiro congrega desde o arroz branco plantado no Rio Grande do Sul, que é adaptado a temperaturas amenas, àquele plantado no interior do nordeste, vermelho, resistente a climas quentes e secos. Ambos são necessários, sem seus respectivos climas e solos, para garantir que o cidadão brasileiro tenha sempre arroz em seu prato, em qualquer região do país.

Rotulagem como direito básico

Ativistas do Greenpeace protestam em um supermercado contra a falta de rotulagem adequada nos produtos fabricados pelas empresas Bunge e Cargill. ©Greenpeace/Ivo Gonzalez

“É melhor prevenir do que remediar”. Esta expressão cai como uma luva quando falamos de liberação e consumo de transgênicos.
Consumimos hoje diversos alimentos com ingredientes à base de transgênicos, produzidos para matar insetos e resistir a agrotóxicos. Você deve achar que exaustivos testes foram feitos, e todas as pesquisas que apontam possíveis riscos foram levadas em consideração, para que transgênicos fossem liberados. No entanto, isso não acontece.
Não existe consenso na comunidade científica sobre a segurança dos transgênicos para a saúde humana e o meio ambiente. Testes de médio e longo prazo, em cobaias e em seres humanos, não são feitos, e geralmente são repudiados pelas empresas de transgênicos.
Neste contexto, o Greenpeace considera que a liberação de transgênicos é uma afronta ao princípio da precaução, e uma aposta de quem não tem compromisso com o futuro da agricultura, do meio ambiente, e do planeta.
Desde que os transgênicos chegaram clandestinamente ao Brasil, em 1997, o Greenpeace trabalhou para que o consumidor pudesse identificá-los e decidir se compraria ou não.
Em 2003, foi publicado o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da área da alimentação, produtores, e quem mais trabalha com venda de alimentos, a identificarem, com um “T” preto, sobre um triangulo amarelo, o alimento com mais de 1% de matéria-prima transgênica.
A resistência das empresas foi muito grande, e muitas permanecem até hoje sem identificar a presença de transgênicos em seus produtos. O cenário começou a mudar somente após denúncia do Greenpeace, em 2005, de que as empresas Bunge e Cargill usavam transgênicos sem rotular, como determina a lei. O Ministério Público Federal investigou e a justiça determinou que as empresas rotulassem seus produtos, o que começou a ser feito em 2008.
A partir de 2007, parlamentares da bancada ruralista, impulsionados pela indústria da alimentação e empresas de transgênicos, propuseram projetos de lei que visam acabar com a rotulagem. O Greenpeace está de olho nestas iniciativas que visam bulir com nosso acesso à informação.
A rotulagem de produtos transgênicos é um direito básico dos consumidores. Todos nós temos o pleno direito de saber o que consumimos.
Fome no mundo: a solução é agricultura para sempre
Para os agricultores que cultivam plantações convencionais ou orgânicas, a contaminação e a inserção em massa de sementes transgênicas no mercado têm implicado em prejuízo. Eles têm perdido o direito de vender suas safras como convencionais ou orgânicas, que são mais valorizadas no mercado, e ainda por cima são obrigados a pagarem royalties por algo que eles não queriam.
Os defensores dos transgênicos dizem que eles podem ser uma solução ao problema da fome no mundo, pois podem levar ao aumento da produção de alimentos. Mas realidade é bem diferente.
A totalidade dos transgênicos plantados no Brasil, e a quase totalidade dos transgênicos plantados no mundo são plantas resistentes a agrotóxicos ou com propriedades inseticidas. A produtividade dos transgênicos não é superior à dos convencionais e orgânicos, e a semente é mais cara por conta dos royalties a serem pagos, o que aumenta o custo de produção.
Considerando isso, e somando-se seus impactos sobre a biodiversidade agrícola e aumento no uso de agrotóxicos, só uma conclusão é possível: os transgênicos são um problema, e não a solução, para a fome no mundo.

Soluções

- Proibição de aprovações de novas culturas transgênicas, em especial aquelas que são a base da alimentação de nossa população.
- Rotulagem dos produtos transgênicos, para atender plenamente a um direito do consumidor de saber o que está comprando.
- Fiscalização e cuidado na cadeia para que não haja contaminação.

Fonte: http://m.greenpeace.org/brasil/pt