O que é o Distrito Agropecuário da Suframa - DAS?
Este artigo foi reproduzido do blog da Baladeira, com o objetivo de informar aos estudantes de
Agronomia e ao publico em geral, da existência de um Distrito Agropecuário em nosso Estado tão antigo e importante quanto o Distrito Industrial, para o desenvolvimento do Estado do Amazonas mas que nunca recebeu das autoridades competentes a mesma atenção que o D.I,
por estas e outras e que a população da cidade de Manaus Importa quase tudo que consome dos Estados de Roraima e Rondônia, até quando?
Este artigo foi reproduzido do blog da Baladeira, com o objetivo de informar aos estudantes de
Agronomia e ao publico em geral, da existência de um Distrito Agropecuário em nosso Estado tão antigo e importante quanto o Distrito Industrial, para o desenvolvimento do Estado do Amazonas mas que nunca recebeu das autoridades competentes a mesma atenção que o D.I,
por estas e outras e que a população da cidade de Manaus Importa quase tudo que consome dos Estados de Roraima e Rondônia, até quando?
O
Distrito Agropecuário da Suframa (DAS) já existe há mais de três décadas.
Surgiu pouco depois do Distrito Industrial de Manaus (DI), com o objetivo de
atender ao que estabelece o art. 1º do Decreto-Lei nº 288, de 28 de fevereiro
de 1967. Faz parte da idéia e do sonho antigo de se criar no interior da
Amazônia, um centro industrial, comercial e agropecuário, dotado de condições
econômicas que permitam seu desenvolvimento.
Apesar
de já existir há mais de 40 anos, pouca gente sabe direito do que se trata o
DAS. É uma área de terra, doada à Suframa pelo Governo do Estado do Amazonas,
em 1969, com aproximadamente 589 mil hectares. A sua localização abrange os
municípios de Manaus e Rio Preto da Eva, fazendo limites, ao norte, com as
terras do município de Presidente Figueiredo. A BR-174, que liga Manaus a
Presidente Figueiredo, corta as terras do DAS entre os quilômetros 30 e 96.
Significa dizer que entre o km (30) e o km (90) da BR-174, as terras existentes
ao lado direito e esquerdo da rodovia pertencem ao Distrito Agropecuário. São
terras sob o domínio da Suframa, algumas delas já com título definitivo
outorgado a terceiros (pessoas físicas e/ou jurídicas), por haverem cumprido
seus respectivos projetos.
Pouco
divulgado ao longo do tempo, em parte por conta dos percalços e do insucesso da
heveicultura (cultivo da seringueira), o DAS poderia ter alcançado a mesma
importância e a mesma pujança do vitorioso Distrito Industrial (DI). Quanto a
essa questão, escreveremos com mais calma e detalhes numa outra ocasião.
E
quais teriam sido os motivos que levaram à criação do Distrito Agropecuário?
Bem, levando em consideração que no Amazonas não existia uma tradição agrícola,
a idéia da criação teve como objetivos primordiais: servir de modelo de
ocupação de terras na Amazônia; criar uma tradição agrícola na região; aumentar
a oferta de alimentos; reduzir a importação de alimentos de outras partes;
gerar excedentes e produtos exportáveis; e satisfazer a demanda de terras para
a implementação de projetos de interesse da região. Importante destacar que, a
partir da segunda metade da década de 70, quando se iniciaram os projetos no
DAS, e até bem pouco tempo atrás, o Amazonas importava praticamente tudo,
inclusive cebolinha e cheiro verde do Nordeste (para citar só dois exemplos de
produtos básicos) que, pasmem, vinham de avião para consumo em Manaus.
A
malha viária do DAS está representada por 39 estradas vicinais e 02 rodovias.
Juntas somam aproximadamente 644 km de extensão. O acesso ao DAS pode ser feito
tanto pela AM-010, como pela BR-174. Atualmente, a ocupação das terras do DAS é
feita por meio de pequenos lotes, que variam de 25 a 50 hectares, priorizando a
chamada agricultura familiar, com a exploração de atividades diversas, onde se
destacam a fruticultura regional, a piscicultura, culturas de ciclo curto e a
criação de animais de pequeno porte.
No Distrito Agropecuário da Suframa
existem hoje, implantados e produzindo para o abastecimento do mercado
local, importantes projetos na área de fruticultura (laranja, em
particular na região de Rio Preto da Eva), piscicultura em tanques escavados,
avicultura (destaque para a produção de ovos) e de hortaliças. Esses produtos
são encontrados e comercializados em vários pontos comerciais de Manaus,
inclusive supermercados de grande porte.
Autor: Emmanuel de Aguiar
Autor: Emmanuel de Aguiar
Muito interessante saber de um assunto importante que é tão pouco conhecido.
ResponderExcluirMuito interessante saber de um assunto importante que é tão pouco conhecido.
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